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Como ser um líder mais assertivo na prática veterinária

“Se suas ações inspiram os outros a sonhar mais, aprender mais, fazer mais e se tornar mais, você é um líder”, John Quincy Adams.

Baseado na citação acima, você já consegue compreender inicialmente a importância de ser um líder assertivo. E acredite, existe diferença entre ser um líder de posição e um líder eficaz.

Nem sempre, o fato de você ser o proprietário ou diretor de uma clínica veterinária (função que já te coloca em posição de líder) te fará um líder assertivo.

Parece até óbvio, não é mesmo? Acontece que, na prática, as coisas são bem diferentes. Logo, para se tornar essa pessoa cuja as ações inspiram outras a sonhar mais, a aprender e a fazer mais, é preciso sair do rótulo da posição e desenvolver a autoliderança.

Se você já leu que a melhor liderança é aquela que funciona pelo exemplo, ótimo, está no caminho certo. E se você tem a intenção de ser esse modelo, entenda que é fundamental ser, primeiro, líder de si mesmo.

A autoliderança inclui:
  • autoconsciência - a capacidade de reconhecer, compreender e estar consciente dos próprios valores, perspectivas, pontos fortes, fraquezas, estilos de liderança e necessidades emocionais; 
  • autogestão - a capacidade de nutrir e gerenciar a própria paixão, habilidades, emoções e capacidade de liderança na tomada de decisões.
  • consciência do outro - a habilidade de reconhecer a paixão, dons, forças, fraquezas, potencial e necessidades dos outros;
  • outro-gerenciamento - a capacidade de crescer e motivar outras pessoas a desenvolver seu potencial e cumprir os objetivos da organização.

É importante que esses pilares se complementem. Afinal, você pode ser um líder que reconhece seus valores e pontos fortes, mas que não sabe gerenciar suas emoções, o que pode levá-lo a perder o controle ou a se comportar de forma crítica.

Você também pode reconhecer as forças do outro e não ter capacidade para motivá-lo, gerando a possibilidade de perder o colaborador. Portanto, vale a pena investir nesses pilares, pensando neles como um sistema que opera em sintonia. 

Lembre-se sempre que a autoliderança é um processo contínuo, que se baseia na compreensão de si mesmo e no amadurecimento emocional. Saiba que uma boa liderança pessoal é a chave para a liderança assertiva.

Não podemos esquecer de um fato muito relevante em nosso segmento. O veterinário é chamado a ser líder em sua profissão e em sua comunidade. Ele lidera colegas, clientes, alunos, famílias e parceiros. 

Para isso funcionar, é imperativo que o médico veterinário tenha consciência de quem ele é, saiba gerenciar suas emoções, identifique as forças e fragilidades do outro e seja capaz de inspirá-lo e colocá-lo em ação.

Vamos ver isso na prática?

1. Bom humor

Você é autoconsciente e consegue identificar, por exemplo, que o bom humor é um ponto forte. O que acha de explorá-lo? O humor é contagioso, é o que diz Daniel Goleman em seu artigo “Inteligência Social e Biologia da Liderança”.

Segundo Goleman, os neurônios-espelho influenciam o humor de grupos de pessoas. Isso quer dizer que, como líder, você pode assumir esse ponto forte, chegando ao local de trabalho com um humor positivo para definir o clima do ambiente. O humor de seus funcionários frequentemente refletirá o seu; se você está estressado e irritado, não se surpreenda, por exemplo, se sua recepcionista gritar com os clientes ao telefone.

2. Compartilhe sua visão

Você sabe o que deseja para o seu negócio? Quais valores são importantes? Quais são suas prioridades no atendimento? Compartilhe essa visão com sua equipe.

O primeiro passo é articular como você quer colocar essa visão na prática, de forma clara e objetiva, de modo que todo o grupo entenda as prioridades do líder e por que é dada importância a essas metas.

Evite a postura dominadora, com ameaças e grosserias. O respeito pela sua liderança deve ser conquistado por meio de suas ações. Você deve fazer o que fala ou corre o risco de perder o respeito de seus colegas, clientes ou membros da equipe. Alinhe suas ações com seus valores e prioridades.

3. Confie na equipe

O seu trabalho como líder é guiar sua equipe para atingir os objetivos da prática veterinária. E se você tem consciência e gerenciamento do outro (pilares da autoliderança, vale lembrar), fica mais fácil de confiar nos seus colaboradores, certo.

Muitos líderes, principalmente veterinários perfeccionistas, resistem a ideia de delegar projetos a terceiros. O receio é de que ninguém consiga atingir seu nível de atuação.

Esse comportamento, porém, atrapalha o engajamento e faz com que os funcionários se sintam menos interessados ​​em continuar na sua equipe.

Obviamente, o nosso trabalho é delicado e requer de nós muita cautela. E é por isso que devemos desenvolver a habilidade de identificar os dons dos nossos colaboradores e saber como motivá-los.

Dessa forma, você é capaz de selecionar pessoas que compartilhem seus valores. Treine-os bem e dê-lhes autonomia para serem capazes de ter sucesso individualmente. 

Quando as pessoas sentem que o líder confia nelas, a relação muda, por que elas se sentem mais satisfeitas e respeitadas.

 4. Lide com as divergências

Muitas pessoas fogem do confronto. Nem todo mundo tem cabeça e estômago para isso. O ideal mesmo é uma realidade em que os conflitos podem ser previstos e evitados. No entanto, em ambiente de trabalho, com pessoas de diferentes perfis atuando juntas, a divergência vai acontecer.

A sugestão é: lide com as divergências. O líder assertivo aprende a lidar com esse tipo de situação. E vou dar uma dica: não é fugindo! Se você não resolver a questão pela raiz, ela vai crescer e se tornar um problema de grandes proporções.

Muitos veterinários evitam o confronto a todo custo, mas quando os problemas de desempenho ou personalidade não são resolvidos, eles apodrecem e contaminam o ambiente de trabalho, diminuindo também a confiança da equipe em seu líder. 

Saiba que a raiva ou a mágoa tende a crescer, mas não será em relação ao funcionário que criou o problema, e sim contra você, que como líder “permitiu” o conflito tomar grande proporção. 

Para te ajudar nessa questão, vou deixar como sugestão o quinto hábito de Stephen Covey (do livro “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes): procure compreender, depois ser compreendido.

Boa parte dos conflitos costuma ter como origem um mal-entendido, lembre-se disso!

5. Reconheça, recompense e celebre

Você está numa posição em que pode recompensar ou punir. Escolha a recompensa. No turbilhão de emoções e decisões que é a prática veterinária, nem sempre conseguimos expressar a nossa gratidão pelo esforço da equipe.

Não seja o líder que só lembra da equipe quando algo errado acontece. Pelo contrário, reconheça o empenho, as coisas boas, o bom trabalho, de maneira que isso ressoe no coração dos seus colaboradores. Recompense com elogios, feedback positivo e com gratidão.

Resultados positivos podem e devem ser celebrados. Inclua todos da equipe nesse momento. Com sua influência, eles aprenderão que as conquistas (por mais simples que sejam) devem ser reconhecidas.

Muito bem! Se você chegou até aqui nesta leitura, entendeu que a liderança é relevante em diferentes níveis. Agora você está consciente das inúmeras maneiras pelas quais você é um líder em sua vida - seja liderando a si mesmo, seus clientes, sua equipe ou seus colegas de trabalho.

Com essa tomada de consciência, você está no caminho certo para ser um líder assertivo na prática veterinária. Apenas lidere e reflita sobre o impacto positivo que você pode gerar na vida das pessoas.

Um abraço

Gustavo Johnny Roland

Médico veterinário, empreendedor e idealizador do Empreendevet

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